Há pouco mais de um oz de você em minha bebida.
É você nas entrelinhas e
nas paredes amareladas da sala de espera.
É você há mais ou menos um mês
e
não há mais ninguém.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Cores primárias mais uma, mais um -mas, um- e a florzinha de Recife.
A florzinha de Recife disse que tenho o pulmão marrom com bolinhas azuis e esses dias cuspi amarelo e depois um pouco de vermelho. Meu coração não era, este sinto pulsar -muito, até, ultimamente.
... mas isso é assunto meu.
... mas isso é assunto meu.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
O último da carteira
De salto alto, andando por paralelepípedos.
Acende um cigarro de aroma
-um pensamento feliz pra eles, por aqueles momentos.
De repente, a rua era toda nostalgia de um tempo em que se podia ser errado.
Todos aqueles foram embora, um por um,
como se
restasse apenas um grão de areia;
um único, solitário
e que sozinho era descaracterizado.
A última tragada foi pra ela e para o que ela nunca mais seria.
Jogou a bituca no chão e nunca mais sentiu saudades.
Acende um cigarro de aroma
-um pensamento feliz pra eles, por aqueles momentos.
De repente, a rua era toda nostalgia de um tempo em que se podia ser errado.
Todos aqueles foram embora, um por um,
como se
restasse apenas um grão de areia;
um único, solitário
e que sozinho era descaracterizado.
A última tragada foi pra ela e para o que ela nunca mais seria.
Jogou a bituca no chão e nunca mais sentiu saudades.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
amazing boy e sua orquestra de corações partidos.
O ridículo de nós dois é não nos aguentarmos e
mesmo assim
existirmos um para o outro.
todo esse teu clichê é tão nauseante que agradeço às singularidades carnais.
amazing boy, você consegue reger muito bem sua orquestra.
não me orgulho por ter a minha.
mesmo assim
existirmos um para o outro.
todo esse teu clichê é tão nauseante que agradeço às singularidades carnais.
amazing boy, você consegue reger muito bem sua orquestra.
não me orgulho por ter a minha.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Alex dirige um carro antigo que vive quebrando.Ele me disse que tem vergonha de conversar com garotas. Ele tentou um novo corte de cabelo, igual ao do jogador de futebol -geralmente, eles têm gostos duvidosos.
Não nos falamos há meses. Alex sumiu, ele e seu carro quebrado. Talvez fôssemos um par em algum devaneio que só nós dois bem entendíamos.
Não nos falamos há meses. Alex sumiu, ele e seu carro quebrado. Talvez fôssemos um par em algum devaneio que só nós dois bem entendíamos.
Esses dias fiz coisas que pensei que nunca poderia fazer:
eu joguei suas promessas numa daquelas sacolas de loja
e isso foi como sentir o chão novamente
sem pisar em pregos nem cacos de vidro.
Minha imagem não é mais turva
mas nunca vou saber como está o outro lado do espelho.
Não vou fazer suposições
já as fiz aos montes.
Eaí, foi bom pra você?
eu joguei suas promessas numa daquelas sacolas de loja
e isso foi como sentir o chão novamente
sem pisar em pregos nem cacos de vidro.
Minha imagem não é mais turva
mas nunca vou saber como está o outro lado do espelho.
Não vou fazer suposições
já as fiz aos montes.
Eaí, foi bom pra você?
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