sábado, 30 de janeiro de 2010

Chego,
acordo a guria
e
fico sem graça. Conversamos
sobre
nossas tentativas fracassadas de
possíveis relacionamentos, o
medo
de perder a sanidade
e
planos de viagens futuras.
Ela me diz que parou de beber,
eu finjo que acredito.


Umas horas depois ele
chega, dessa vez sem maquiagem.
Reclamou do calor, abriu a geladeira,
pegou água e
ficou
o tempo inteiro em pé.
Concordamos em várias
coisas sexuais.
Rimos, rimos,
rimos, com
as
particularidades - não mais tão particulares-
de terceiros.
Ele me diz que parou de se drogar,
eu finjo que acredito.


Caio no choro, eles
me acalmam.
Sinto aquela
segurança impossível
quando
estou com eles.


Eu
digo que está tudo bem,
eles fingem que acreditam.




...daí
está tudo bem.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Tec, tec, tec, tec.
Sem potes no final do arco-íris.
Martírio: há vagas. Você já
Percebeu como tudo é
Morbidamente engraçado?
Ok, Talvez você não consiga rir
Sozinho; mas isso é só um palpite.
Muitas pessoas riem no momento e
Elas também riem. Quando eu tinha treze,
Eu ria das coisas que não entendia
também. Ainda não entendo muitas coisas, tipo
eu e você.

A maior das anedotas, a que eu cansei de dizer, fica
Subentendida.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Você
Se
Horroriza
Com meus
Relacionamentos sérios e
Isentos de amor. Você cultiva sua tristeza.
Você
Come garotinhas que podem ou não apaixonar-se
E, no, final, você também finge se importar com
Elas. Você
É tão magro que poderia passar pelas grades da sua cela,
Mas você prefere, simplesmente,
Ficar aí.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Acho que ele -o coração- ouviu.

Meu romance pós-moderno.

Mais baixo,
mais bêbado,
mais inteligente,
meio preconceituoso.
Menos doentio.

Sinto algo
diferente
e
até agora não consigo
encontrar
medidor.
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