Então, ela encosta a cabeça no peito dele. "Eu te amo", ele diz. Ela deveria fugir e esconder-se em meio aos seus remorsos e indignações? Talvez devesse ficar. Talvez deveria lhe escrever textos. Talvez deveria dizer à ele que ela era sua nova canção e que deveríam morrer juntos e todas as coisas mais piegas do mundo.
Mas talvez, ela deveria rir e lhe preparar uma xícara de café, mas era solúvel -de vez em quando, sentimentos também são solúveis. Talvez ela devesse nunca mais vê-lo, porque assim as coisas seriam bonitas, românticas e inacabadas e ela era habituada com esse tipo de coisa idiota porque era mais fácil. Talvez também pudesse desacreditar, já que ele é trinta e quatro e ela, dezessete.
Ela ficou. "Eu te amo", ela diz todos os dias.
E ela realmente o ama.
domingo, 26 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
Miss P.
Dizem por aí que ela não tem coração.
Pela manhã, cruza os saltos e vai embora -ah,
se ficasse eles iriam, da mesma forma. Ela gosta de jogos e martírios e gostamos de rir dos fatos. Eu só observo,
eu
dou conselhos furados.
Eu a amo, não poderia ser diferente.
Queria que ela soubesse que sempre será
assim.
O coração dela é o maior de todos.
Pela manhã, cruza os saltos e vai embora -ah,
se ficasse eles iriam, da mesma forma. Ela gosta de jogos e martírios e gostamos de rir dos fatos. Eu só observo,
eu
dou conselhos furados.
Eu a amo, não poderia ser diferente.
Queria que ela soubesse que sempre será
assim.
O coração dela é o maior de todos.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Quarta
Ele, deitado no colchão com ar de angorá preguiçoso.
Ela
fumando seu cigarrinho na janela do prédio e observando um pedreiro tirar sujeira do umbigo.
Chama o animalzinho sem cabelo para apreciar a cena.
Quando ele finalmente consegue se libertar da preguiça vem,
vagarosamente,
para perto dela.
"Poxa, ele foi embora." Ficam ali,
falando sobre tudo e nada e
ela conta um tanto de carros que passam pela avenida.
A menina é louca e ele nem liga.
Ele odeia cigarros,
ela nem liga.
E é aí que eles já se amam.
Ela
fumando seu cigarrinho na janela do prédio e observando um pedreiro tirar sujeira do umbigo.
Chama o animalzinho sem cabelo para apreciar a cena.
Quando ele finalmente consegue se libertar da preguiça vem,
vagarosamente,
para perto dela.
"Poxa, ele foi embora." Ficam ali,
falando sobre tudo e nada e
ela conta um tanto de carros que passam pela avenida.
A menina é louca e ele nem liga.
Ele odeia cigarros,
ela nem liga.
E é aí que eles já se amam.
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