segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Inconformismos e Comemorações.

Um ano,
e nem sei se
te conheço.
Costumava conhecer
e
costumávamos
fazer amor de tarde.
Falávamos em casar
e ter
uma guriazinha chamada
Maeté.
Agora
acha que
não vale a pena se esforçar
e eu
continuo
te dedicando alguns escritos,
e meus pensamentos,
e meu coração.

domingo, 23 de agosto de 2009

Sem título.

era ele
abrindo a porta,
dizendo que me odeia...
igual ao sonho;
mas, me mandou tomar no cu.
depois de um tempo,
reabre a porta
e eu entro.
já faz mais de um ano que não nos
amamos.
tudo parece igual
e diferente.
e novo,
e velho.
meu ex namorado
é um cara bem bacana,
mas tenta mascarar isso ao máximo.
na maioria das vezes
isso não acontece.

Dia de domingo.

Ele vem
com uma bandeja de sushis
e me dá um beijo.
Entramos,
não comemos os sushis;
ele os guarda na geladeira e
comemos carne recheada.
Conversamos, pergunto se ele me ama realmente
e ele diz que sim.
E diz que
está muito cansado, mas que não vai dormir.
Ele dorme na minha cama,
enquanto converso sobre o Haiti.
Ele acorda, pega uma toalha e vai pro banho.
Eu ponho os chinelos dele perto da porta.
Eu o amo.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Despiu-me o orgulho:

- Eu te amo,
Eu te amo,
Eu te amo.
Apesar das intimidades contadas;
Volta.

Não te quero
Em condições.
Logo, padeço
Sob olhares de pena de
Desconhecidos,
Com vidas muito mais
Fodidas que a minha.

Espera, se é que ainda existes.
Pois,
O problema em todos eles
É que nenhum deles é
De fato
Você.

sábado, 15 de agosto de 2009

14:14

Você pode revirar textos antigos, mas também pode criar novos à partir dos fatos atuais. Enfim, no final você continuará falando de si mesmo ou de alguém; as palavras fluem melhor. Teu cabelo pode ser loiro, preto, vermelho ou marrom que isso, felizmente - e infelizmente, em alguns casos-, não muda.

Escrever não passa de cagar aquela merda toda que tava doendo na barriga. É chorar, é vomitar. Infelizmente só tenho visto bocejos ultimamente.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O gostar, a liberdade, o gostar de liberdade e a insatisfação constante.

- Pedir licença pro teu namorado porque, com todo respeito, você ta mais bonita que nunca hoje- disse o sujeitinho meia-idade.
- Obrigada- disse ela, afastando-se de toda aquela merda denominada “política de cordialidade”. No fundo, eles só queriam saber o que houve com seu garoto. E, de fato, talvez houvesse hipérbole em toda aquela história.

Não havia um sequer lamento, talvez alguma mágoa. As coisas são assim mesmo e o problema está em todo esse imediatismo. E é uma decisão atrás da outra, e no final é tudo a mesma coisa e cada vez que te dizem que a escolha é tua você fica menos livre; fazem isso pra você poder achar que tem algum tipo de autocontrole, quando na verdade você segue por uma rotina de merda que você tanto abominou há alguns tempos atrás.

Ela entra no ônibus e avista um par de tênis em pés masculinos e, pela primeira vez, lamenta por não morar uns três ou quatro pontos mais longe. Desce do ônibus, anda alguns passos e olha, propositalmente para a janela e segue-o com os olhos gigantes. Ela os vê de vez em quando.
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