'(...)
Abriu a porta e fez questão em não me cumprimentar quando eu disse oi. Repeti. Nada. Falou com mamãe. A moto nova dele era realmente bonita. Quando eu tinha dez ou onze, costumávamos passar pela loja e ele me dizia, apontando para fora do carro: “Vou comprar aquela moto.” Parabéns, papai. Você a comprou.
Entrei na sala, sentei-me e ele reapareceu:
-Oi, Pai.
-Oi. – E foi assim, mais seco que este tempo e mais azedo que comida deixada para fora da geladeira no alto verão.'
