quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

ninguém ama completamente o que vê
ninguém.
mas, talvez
isso não queira significar
que
ninguém ama. eu amo, um
técnico de futebol ama, um aleijado ama e
talvez
até os pombos amem.

o Yeti ama quem não o ama porque precisa do amor para escrever com mais quebras de linha. ele
levou uma criança para sua caverna de Yeti e esperou que ela dançasse o tempo inteiro
mas
ela era só uma criança
CHORONA
e
não
uma forma de entretenimento Yeti, então deixou-a ir.


ninguém ama completamente o que vê
ninguém.
mas, talvez
isso não queira significar 
que
ninguém ama. eu amo, um 
técnico de futebol ama, um aleijado ama e
até um Yeti ama. 

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O preço das coisas.

Ela queria esconder pobreza com superficialismo e acabou inventando vários parâmetros 
para o significado da palavra deprimente.
Fotos de cu, de boceta, de braços, de barriga, de peito e de um rosto assimétrico.
Fotos. Ela criou janelas no casulo.
Segurava, firmemente, seu estrume como troféu enquanto conversava obcenidades com os rapazes. Era tão divertido mostras as
fotos de cu, de boceta, de braços, de barriga, de peito e de um rosto assimétrico
-fotos-
e pedir coisas. 
Ela transformou o cristal em um pedaço de merda sorridente e isso exigiu demasiado talento.
Lobotomia na quinta classe. Cafonagem no último andar, com elevador.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Quando ela abriu os olhos, percebeu o quão estúpido e insuficiente era sonhar.
Um pensamento feliz para ele, o único.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Regurgitadas na capital

Escatologia, para mim, tem outro significado. Fiz um texto, forçada, hoje, sobre isso.

Mas antes
corri até o terminal e
corri até outra rua, cheia de ônibus e haviam várias pessoas
que quando estão dentro dos ônibus parecem vermes em espécies de espasmos, todas espremidas.

E há empatia
não, não há empatia
há empatia

não
empatia.

O cobrador te trata com desdém e esta é a vingança social. O ponto final parece uma descarga e eu sou uma merda e todos ali também são.

Arrasto-me como um verme e dobro a esquina:
Rua Scipião, número sessenta e sete. Prédio Azul. Um guri sentado do outro lado da rua e uma chinesinha correndo porque pensou que estava atrasada, uns funcionários simpáticos com copinhos de café na porta.
Tomo minha água e subo. Segundo andar, sala zero zero sessenta e dois. Várias pessoas com óculos grandalhões e eles são a vanguarda; PUTA-MERDA-CARALHO-PORRA, eles são a vanguarda e talvez meus colegas de classe. Depois disso me voltaram as bisnaguinhas com bacon.

"Disserte
sobre
jovens
sendo
aquilo
que
não
são
e
a
tecnologia."

Era tipo isso e eu poderia olhar para todos aqueles modernos e eles não valiam um peido, mas eu escrevi e descobri escatologia.


Comi um hamburguer e voltei pra casa.
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