Escatologia, para mim, tem outro significado. Fiz um texto, forçada, hoje, sobre isso.
Mas antes
corri até o terminal e
corri até outra rua, cheia de ônibus e haviam várias pessoas
que quando estão dentro dos ônibus parecem vermes em espécies de espasmos, todas espremidas.
E há empatia
não, não há empatia
há empatia
há
não
empatia.
O cobrador te trata com desdém e esta é a vingança social. O ponto final parece uma descarga e eu sou uma merda e todos ali também são.
Arrasto-me como um verme e dobro a esquina:
Rua Scipião, número sessenta e sete. Prédio Azul. Um guri sentado do outro lado da rua e uma chinesinha correndo porque pensou que estava atrasada, uns funcionários simpáticos com copinhos de café na porta.
Tomo minha água e subo. Segundo andar, sala zero zero sessenta e dois. Várias pessoas com óculos grandalhões e eles são a vanguarda; PUTA-MERDA-CARALHO-PORRA, eles são a vanguarda e talvez meus colegas de classe. Depois disso me voltaram as bisnaguinhas com bacon.
"Disserte
sobre
jovens
sendo
aquilo
que
não
são
e
a
tecnologia."
Era tipo isso e eu poderia olhar para todos aqueles modernos e eles não valiam um peido, mas eu escrevi e descobri escatologia.
Comi um hamburguer e voltei pra casa.