sábado, 30 de janeiro de 2010

Chego,
acordo a guria
e
fico sem graça. Conversamos
sobre
nossas tentativas fracassadas de
possíveis relacionamentos, o
medo
de perder a sanidade
e
planos de viagens futuras.
Ela me diz que parou de beber,
eu finjo que acredito.


Umas horas depois ele
chega, dessa vez sem maquiagem.
Reclamou do calor, abriu a geladeira,
pegou água e
ficou
o tempo inteiro em pé.
Concordamos em várias
coisas sexuais.
Rimos, rimos,
rimos, com
as
particularidades - não mais tão particulares-
de terceiros.
Ele me diz que parou de se drogar,
eu finjo que acredito.


Caio no choro, eles
me acalmam.
Sinto aquela
segurança impossível
quando
estou com eles.


Eu
digo que está tudo bem,
eles fingem que acreditam.




...daí
está tudo bem.

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