quinta-feira, 13 de junho de 2013


Dois mil e dez, meio pro final do ano. As mãos apertadas. Nunca gostei de andar de mãos dadas, veio então a desculpa de dar o dedo mínimo como sendo algo mais delicado. Quando passei a gostar de dar as mãos, estas já estavam vazias. Tão vazio quanto o espaço entre o sofá de dois lugares e o teu computador. Tão vazias quanto as suas investidas em outras pessoas ao mesmo tempo em que me mantêm em um lugar parecido com o tal sofá, com a alcunha de algum tipo de relacionamento que teimo dizer, com um sorriso no rosto: namoro.
Onde já se viu, pensei estes dias, um relacionamento consigo mesma, onde você mesma não se ama. Mil e noventa e cinco topadas ininterruptas na parede não me parece bom.  

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