domingo, 26 de setembro de 2010

Então, ela encosta a cabeça no peito dele. "Eu te amo", ele diz. Ela deveria fugir e esconder-se em meio aos seus remorsos e indignações? Talvez devesse ficar. Talvez deveria lhe escrever textos. Talvez deveria dizer à ele que ela era sua nova canção e que deveríam morrer juntos e todas as coisas mais piegas do mundo.
Mas talvez, ela deveria rir e lhe preparar uma xícara de café, mas era solúvel -de vez em quando, sentimentos também são solúveis. Talvez ela devesse nunca mais vê-lo, porque assim as coisas seriam bonitas, românticas e inacabadas e ela era habituada com esse tipo de coisa idiota porque era mais fácil. Talvez também pudesse desacreditar, já que ele é trinta e quatro e ela, dezessete.
Ela ficou. "Eu te amo", ela diz todos os dias.





E ela realmente o ama.

3 comentários:

Powered By Blogger